Meu perfil
BRASIL, Sul, TURVO, Cidade Alta, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Esportes, Música
MSN - alexandremelchior@hotmail.com




Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




Blog de Melzão
 


Tenho um amigo que é da turma dos comunistas. Segundo ele, uma das soluções para a corrupção é o financiamento público de campanhas eleitorais.

Para ele, o estado deve interferir na economia. No caso das obras, dizendo quais devem ser feitas, como devem ser feitas e por quem devem ser feitas, sempre para favorecer o interesse público.

Dentro dessa lógica, uma empresa que atue no mercado, ao buscar lucros, vai fazer de tudo para que o estado a escolha para realizar certas atividades.

Assim, por exemplo, se o governo quiser construir um porto, terá que licitar uma construtora.

A construtora, para ser ecolhida - ou, pelo menos, para não ser proibida de participar da licitação - fará de tudo. Nesse tudo, entra doar grana pros políticos serem eleitos, tanto pelas vias lícitas como via "caixa 2".

Pro governo poder escolher sem "pressões", dentro da lógica desse meu amigo, bastaria que os candidatos fossem proibidos de receber grana das construtoras para suas campanhas, que seriam inteiramente financiadas com dinheiro público.

O exemplo serve pras obras, pras importações, pros sindicatos etc. É só aplicar o modelo. Sem ninguém ajudando nas campanhas, os políticos estariam mais livres para decidir com base no interesse público. Qualquer "ajudinha" seria considerada corrupção.

Vejo três problemas, logo de início.

1- Quer dizer então que eu, com meus impostos, vou ajudar um político ou um partido dos quais discordo a fazer campanha? Me parece uma puta sacanagem.... Pra mim é mais justo que, caso eu queira, eu doe meu dinheiro pra campanha desse partido ou daquele candidato. Não é mais lógico?

2 - Se hoje, com grande liberdade para as arrecadações, os candidatos e partidos já praticam o "caixa 2", que dizer dentro desse novo modelo...

3 - Essa história de financiamento público me cheira a controle... Os políticos serão mais dóceis aos governos para poderem fazer parte dos maiores partidos e, com isso, ajudar a receber mais verba pública...

Por isso, como solução para o lobbysmo, para o tráfico de influência, para a corrupção, sugiro que o estado se afaste das atividades econômicas.

Há necessidade de um porto? Deixa quem quiser construir que construa. Ponha-se uma lei para que se respeitem certos requisitos, mas deixe que construam.

Dessa forma, por que que uma empresa interessada em construir o porto financiaria campanha política se a tal construção não dependeria de uma decisão política do estado?

Aplique-se esse raciocínio ao caso dos sindicatos, comerciantes, exportadores etc.

Além do que, com menos para fazer, mais dinheiro sobra na mão das pessoas, que poderão consumir mais e gerar mais riqueza.

Mas isso é assunto pra outro post...

 



Escrito por Melzão às 23h39
[] [envie esta mensagem
] []





Faz tempo que não escrevo. Essa história de filho é complicada...

Sento-me em frente ao PC, hoje, para dizer que a cada dia tomo mais consciência da necessidade que o Brasil e o mundo têm de aplicar um pouco mais os preceitos liberais.

Quando falo em liberalismo ou quando me qualifico como liberal, refiro-me ao liberalismo econômico.

E, liberalismo econômico, para mim, são os fundamentos que buscam explicar porque afastar o estado da atividade econômica é mais justo e gera mais riquezas, bem como é a descrição dos métodos para que esses fundamentos sejam aplicados.

Posso até ser religiosamente, politicamente, sexualmente etc. não liberal. No entanto, em termos de apropriação, produção e distribuição de bens, sou liberal.

Nesso ponto, é importante observar o critério que utilizo para separar as idéias e seus defensores, em termos de economia, como "de direita" ou "de esquerda".

Meu critério passa longe da história que surgiu em torno dessa classificação. De fato, da revolução francesa até hoje, muito mudou. É válido, porém, lembrar que a atuação estatal sempre esteve presente nessa dicotomia.

Para mim ser "de direita" significa defender que se busque a menor interferência possível do estado nas atividades econômicas, bem como que se tome como "econômica" ou "passível de negociação num ambiente de livre mercado" o maior número possível de atividades humanas.

Da mesma forma, ser "de esquerda" significa, para mim, defender que o estado interfira o máximo possível nas atividades humanas, negando a essas atividades a característica de, através dela, poder-se amealhar riquezas, ou seja, negando-lhes o caráter de "atividade econômica".

Espero poder escrever mais a partir de agora para mostrar como essas idéias vêm amadurecendo na minha cabeça.




Escrito por Melzão às 23h41
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]